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Quem estuda, trabalha.

   Criança trabalha. Diferentemente do que dizem os excelentes Paulo Tatit e Sandra Peres no, “Palavra Cantada”, com letra de Arnaldo Antunes, “Criança Não trabalha”, eu digo que criança... trabalha. Estudar é um trabalho.

  Estudar pressupõe: comparecimento, presença; empenho; aplicação; disciplina; envolvimento; interesse; responsabilidade. Tudo isso somado é trabalho; é trabalhoso. Cansa, exige, desgasta. Está comprovado, inclusive que queima calorias.

   A atividade intelectual onde quer que seja realizada, no escritório, na biblioteca, em casa, na Academia (universidade) na sala de aula, é um trabalho. Mesmo que envolva atividades concretas, como com os “mais pequenininhos”, o lúdico ou experiências em oficinas e laboratórios, continua sendo um trabalho em todos os sentidos da palavra e com todas as exigências que ela/ele pressupõem.

   O trabalho realizado nas escolas regulares, em classe, nem mesmo se encerra na própria sala de aula. Em geral, exige-se que seja complementado dia a dia em casa com as famosas... tarefas. Espera-se que a família acompanhe, lembrando ao estudante que a faça e, diante da necessidade, que o ajude a fazê-la. Que, nunca a faça por ele, como infelizmente sabe-se que acontece.

   Eis aqui o grande desafio! Como convencer os adolescentes e jovens do Ensino Fundamental Nível II e Médio a... trabalhar em casa? Como convencê-los a fazer seu trabalho de forma completa, com responsabilidade, com qualidade, com comprometimento? A eles, a quem tantas outras atividades se apresentam mais interessantes?

   Quanto aos menores, percebe-se que os pais ainda têm maior influência, maior controle sobre eles, mas nota-se também que têm ainda algum encantamento com a aprendizagem, com a descoberta, com o novo.

   Já os adolescentes e jovens parece que perderam tal encantamento. Estão interessados em comunicação fácil via celular e ou internet. No máximo em informações, quase nunca em conhecimento. Dificilmente transformam informações em conhecimento. Por isso tudo parece superficial, tudo se esquece.

   Muitas vezes ouvem alguma coisa interessante em sala de aula, pensam que aprenderam e logo se esquecem. Não transformando em conhecimento, não dando continuidade ao trabalho de estudar, aquela simples informação, que pareceu interessante, acaba caindo na vala comum do esquecimento, do nada.

   Estudar, como já dissemos, pressupõe levar adiante, dar continuidade, fazer exercícios, rever, pensar alternativas, ler outros textos, questionar, em classe, imediatamente, ou em casa, quando se deve anotar para levar a dúvida de volta à sala de aula, ao professor. Tudo isso é o trabalho do estudante. Exige tempo, seriedade, dedicação. Quem o faz, encontra satisfação e gera resultados.

   Nossos estudantes ainda acreditam em “estudar para a prova”. Coisa mais sem sentido... Estuda-se para a vida, para o crescimento como ser humano, como cidadão, futuro profissional. Estuda-se para... ser, descobrir, viver. Estuda-se para si mesmo. Notamos que alguns estudantes, “estudam”... por seus pais..., para eles... e não para si mesmos. Como é possível? O estudo é um investimento que os pais fazem nos filhos, para os filhos. Mas os pais não podem estudar pelos filhos. Esta é a sua parte. E é difícil sim, é desgastante sim, toma tempo sim, mas é preciso fazê-lo.

   O jovem adolescente deve reconhecer que a maior parte deste trabalho/ investimento é do interesse dele, é para ele e é ele quem deve realizá-la. Se bem feito, se realizado diariamente, torna-se uma rotina fácil e cada vez mais eficiente. E certamente sobrará tempo para as outras coisas gostosas de sua vida.

   Não temos mais o que dizer, senão: meninos, meninas, estudem, trabalhem, façam sua parte.

Antonio Celso
Professor de História do Curso Pré-Vestibular
Colégio Antares