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Novos tempos...outras tendências

Uma nova realidade socioeconômica se instaurou nas últimas décadas na América Latina e, em especial, no Brasil, marcada pelos processos de modernização da economia e dos meios de comunicação, por mudanças nas relações de trabalho, pela difusão dos avanços da terceira revolução industrial, também por descobertas científicas nos diferentes campos da ciência, esses entre outros fatores, se constituíram em vários cenários no palco do mundo contemporâneo. Com isso, o mundo do trabalho, as relações comerciais e políticas entre os diversos países sofreram alterações e passaram a configurar um novo paradigma.

Nesse processo que parece não estar disposto a retrocessos, uma nova ordem mundial está anunciada, com a apropriação de tecnologias que encurtam caminhos, aproximam fronteiras, sem falar da rapidez nas transações comerciais e financeiras que com isso agilizam os processos de decisão. Importante lembrar que esse acelerado processo de mudanças promove alterações nas relações organizacionais, modificam concepções construídas, substituem verdades, revolucionam informações e rompem com as certezas. As reações advindas desse núcleo eclodem no campo educacional, por ser parte desse movimento e também por não estar desconectado dessa efervescência.

Vivemos um momento que as transformações pelas quais a sociedade está passando, originam uma nova cultura e modificam as formas de produção e apropriação dos saberes. Nesse sentido, competências e habilidades ganharam destaques nas discussões atuais pela relevância que apresentam ao cotidiano educacional e social.

A educação, no Brasil, terminou o século XX com muitas reformas, mudaram leis e normas que regulam os sistemas escolares, também aconteceram mudanças na própria organização da escola, nos currículos, nos processos avaliativos, sem contar o grande número de pesquisas e estudos científicos que buscam caminhos para novas práticas pedagógicas. Para que efetivamente essas mudanças cheguem à sala de aula, a comunidade educacional deve comprometer-se com um novo fazer educacional que se assenta nos pilares de uma educação a serviço de todos aqueles e aquelas que são tão projetos quanto podem ter projetos para o mundo e que carregam a possibilidade de mudá-lo. Essa educação que acontece no espaço escolar deve gestar condições para desenvolver as capacidades criadora, indagadora, investigativa, reflexiva nos educandos, promovendo, assim, uma aprendizagem significativa e garantindo a sua participação na  sociedade do conhecimento  

Sabemos que a educação é pauta das grandes discussões mundiais, não apenas no campo acadêmico, mas nos meios econômicos, políticos, culturais e sociais, por ser ela de vital importância à formação integral de cada cidadão, integral do ponto de vista do conhecimento, de valores e atitudes e da convivência humana. Por esses motivos, o educador é um elemento chave na organização das situações de aprendizagem, aquele que prepara as melhores condições para o desenvolvimento de habilidades e competências importantes à realização do projeto de vida de cada um.

Afinal, educar é um processo contínuo e sistemático e a escola está desafiada a mudar a lógica da construção do conhecimento, pois deixa de ser transmissora e passa a ser gestora. Transforma-se num centro de inovação, porque inovar é mais importante do que reproduzir o que existe. Merece destaque nesse debate que o conhecimento tem presença assegurada em qualquer conjectura que se faça do futuro e o quanto a educação é imprescindível para o desenvolvimento de uma nação.

 

Ana Maria da Silva Fortes Aguiar
Mestre em Educação

Diretora Pedagógica do Colégio Antares